REFLEXÕES PINHO BORGES

REFLEXÃO - O PRAZER DE OBEDECER


Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios. [...] Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite. Salmo 1:1, 2

É essencial que cada membro do reino de Deus seja obediente e cumpra a lei divina. Aqueles que são segmento de Cristo são testados constantemente na vida e são estes testes que dirão se são ou não obedientes a Deus; o resultado da obediência é a felicidade.
A desobediência de Eva e Adão resultou em pecado com consequências terríveis, pois o pecado tomou uma proporção tão grande que não pode ser mesurado.
Mas em meio à rebelião, apostasia, e deslealdade, Deus em sua misericórdia não perdeu de vista aquele que O ama e guarda os Seus princípios, e diz: “Eu amo os que Me amam” (Pv 8,17).
Jesus Cristo viveu de acordo com os princípios morais de Deus, foi obediente até a morte na cruz.
Os princípios da lei de Deus se manifestaram no caráter de Jesus Cristo, e aquele que são filhos tornando-se participante da natureza divina, desenvolverá um caráter divino.
Com Cristo no coração a pessoa viverá em obediência e justiça divina. Os verdadeiros seguimentos de Cristo vivem em conformidade com a vontade de Deus, e fará com que o reino de Deus seja manifesto aos homens.

LEMBRE-SE – ‘Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios. [...] Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite’.

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REFLEXÃO - PERDÃO. QUANTAS VEZES?

Evangelho de Mateus.18,21-35
O capítulo 18 do Evangelho segundo Mateus. Este “discurso” tem como ponto de partida algumas “instruções” apresentadas por Marcos sobre a vida cristã (Mc 9,33-37.42-47), mas que Mateus ampliou de forma significativa.
Os destinatários do discurso são os discípulos, mas na realidade Mateus pretende, sobretudo, atingir os membros da comunidade cristã.
Por detrás do texto, podemos entrever uma comunidade onde há tensões e conflitos.
O mandamento do perdão não é novo. Os religiosos de Israel ensinavam a perdoar as ofensas e a não guardar rancor contra o irmão que tinha cometido qualquer falha.
Os “rabis” de Israel estavam de acordo em que a obrigação de perdoar existia apenas em relação aos membros do Povo de Israel, os gentis, os inimigos estavam excluídos dessa dinâmica do perdão e da misericórdia.
A grande discussão girava, porém, à volta do número limite de vezes em que se devia perdoar.
Pedro, consulta Jesus acerca dos limites do perdão.
Jesus responde que não só se deve perdoar sempre, mas de forma ilimitada, total, absoluta (70x7). Deve-se perdoar sempre. A parábola apresenta-se em três cenários ou cenas.
O primeiro cenário (vs. 23-27) - coloca-nos diante de uma cena da corte: um funcionário real, na hora de prestar contas ao seu senhor (impostos recebidos e nunca entregues), revela-se incapaz de saldar a sua dívida.
Neste cenário, o que impressiona mais é o montante da dívida: dez mil talentos (um talento equivalia a cerca de 36 Kg e podia ser em ouro ou em prata. Dez mil talentos é, portanto, uma soma incalculável).
O montante da dívida coloca em relevo a misericórdia infinita do senhor.
O segundo cenário (vs. 28-30) – O funcionário que experimentou a misericórdia do seu senhor se recusou, a perdoar um alguém que lhe devia cem denários (um denário equivalia a 12 gramas de prata e era o pagamento diário de um operário não especializado.
Quando estes dois cenários são postos em paralelo, sobressaem, a diferença de atitudes e de sentimentos entre o senhor (capaz de perdoar infinitamente) e o funcionário do rei (incapaz de se converter à lógica do perdão, mesmo depois de ter experimentado a alegria de ser perdoado).
O terceiro cenário (v. 28-35): Os outros companheiros do funcionário real, chocados com a sua ingratidão, informaram o rei do sucedido; e o rei, escandalizado com o comportamento do funcionário, castigou-o duramente.
A parábola convida-nos a analisar as nossas atitudes e comportamentos face aos irmãos que erram. Mostra como a nossa lógica está, tantas vezes, distante da lógica de Deus.
Diante de qualquer falha do irmão (por menos que ela seja), assumimos a pose de vítimas magoadas e, muitas vezes, tomamos atitudes de desforra e de vingança que são o sinal claro de que ainda não interiorizámos a lógica de Deus.
Finalmente, a parábola sugere que existe uma relação entre o perdão de Deus e o perdão humano. Segundo o Pai Nosso.
O que Mateus revela que se o nosso coração não bater segundo a lógica do perdão, não terá lugar para acolher a misericórdia, a bondade e o amor de Deus.
APLICAÇÃO – O texto base trata da necessidade de perdoar sempre, e ilimitada. É uma exigência das mais difíceis que Jesus nos faz.
Ele deu testemunho, em gestos concretos, do amor, da bondade e da misericórdia do Pai. Na cruz, ele morreu pedindo perdão para os seus algozes. O cristão é mais que um seguidor de Jesus. É seguimento de Jesus
O mundo considera que perdoar é próprio dos fracos, dos vencidos, dos que desistem de impor a sua personalidade e a sua visão do mundo.
Deus considera que perdoar é dos fortes. Dos que sabem que é importante estar disposto a renunciar ao seu orgulho e autossuficiência para apostar num mundo novo, marcado por relações novas e verdadeiras entre os homens.
O que significa, realmente, perdoar?
O perdão não pode ser confundido com passividade, com alienação, com conformismo, com indiferença.
O cristão não aceita o pecado e não se cala diante do que está errado; mas não guarda rancor para com o irmão que falhou, nem permite que as falhas derrubem as possibilidades de encontro, de comunhão, de diálogo, de partilha.
O texto lido recorda-nos que quem vive a experiência do perdão de Deus, envolve-se na lógica da misericórdia que tem, implicações na forma de abordar os irmãos que falharam.
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REFLEXÃO: ELIMINANDO O VAZIO DO CORAÇÃO
Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem. Eclesiastes 3,11
 
Por melhores que sejam as condições da vida física há no homem duvidas e inquietações com o futuro. Essa sensação tempo infinito/infinito produz insatisfação no dia a dia da vida transitória. Mas isso acontece porque Deus por pura provocação de Deus para que os seres humanos percebam que o mundo terreno não é o centro da existência. Os seres humanos estão ligados aos mundos físico e ao espiritual.
Santo Agostinho escreveu que cada pessoa tem dentro de si um vazio feito por Deus. E que a pessoa nada pode preencher esse vazio, pois é um vazio infinito como Deus, e que só Ele pode preencher. É perda de tempo o ser humano tentar preencher esse vazio cavado por Deus.
C. S. Lewis escreveu que Satanás colocou na cabeça de Adão e Eva a ideia que eles poderiam ser como Deus, e assim teriam vida própria em si mesmo; que eles seriam felizes sem Deus.
Resultado: riqueza x pobreza, paz x guerra, santidade x prostituição, liberdade x escravidão tem sido assim a longa e sofrida peregrinação do homem tentando encontrar algo para ser feliz.
Mas por que a felicidade absoluta ainda não foi alcançada?
É porque Deus nos criou para nos mover nEle. Ele é o combustível que nos coloca em movimento. Por exemplo, o fabricante inventa uma máquina para funcionar com etanol, ela não vai funcionar com óleo diesel.
Há muita gente que se acha sabidas, espertas a ponto de não precisar de Deus e tenta mudar o combustível original. Pensam que podem preencher esse vazio interior com títulos, poder, ou malas cheias de dinheiro.
Nunca conseguirão.
Talvez agora você esteja sentindo um vazio dentro de si.
Lembre-se que não vai preenche-lo com consumo, trabalho, divertimentos, entre outros.
Talvez você possa até sentir a sensação que o vazio foi preenchido, mas logo sentira que algo está errado e constatará que o combustível está errado, e que a única solução é viver nEle no mover e existir (At 17,8).


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REFLEXÃO: DISTANTES DOS PERVERSOS E PRÓXIMO DOS JUSTOS.
O Senhor está longe dos perversos, mas atende à oração dos justos. Prov. 15:29.
Uma certa jovem voltava para casa depois da reunião em uma igreja onde ouviu falar do poder e do maravilhoso amor de Deus. Naquela noite, várias pessoas foram tocadas pelo Espírito Santo e muitas delas se declararam terem a certeza que foram aceitas por Jesus: o Salvador.
Mas a jovem em tela não cria em Deus. Foi a igreja em consideração ao convite de uma amiga, a quem devia favores.
O que ninguém sabia é que a jovem tinha orado a Deus O desafiando.
Disse que se Deus era poderoso, poderia fazer com que seu esposo, a quem não via fazia mais de vinte anos, entrasse em contato com ela, e então acreditaria em Deus. Quando abriu a porta de casa, o telefone tocou. Era o esposo. Ela contou esse testemunho em lágrimas. “Eu sei que para Deus não existem impossíveis”, disse.
O Senhor sempre atende à oração do justo, afirma o provérbio de hoje. Sempre, não de vez em quando. Sempre. Não do jeito que você deseja, mas sempre Ele está pronto a responder quando você abre o coração carente.
A jovem era ateia.
Você poderia perguntar. 
Deus responde à oração de alguém que não acredita nEle? 
São os mistérios da fé. Para Deus, não olha para o passado ao perdoar o pecador. Para Ele, o importante é o momento do arrependimento, é o reconhecer os erros voltar os olhos para o Senhor.
O texto diz que Senhor está longe dos perversos. Está “longe”, em hebraico, não é condição de distância da presença divina. 
Os “perversos” são descritos como aqueles que menosprezam os princípios divinos, e vivem como se Deus não existisse.
E quando num momento de dificuldade pedem ajuda, porque até os mais contumazes descrentes clamam a Deus na hora da morte, a oração dessas pessoas não chega ao trono de graça. 
Não é o arrependimento que os leva a invocar o nome de Deus. É o medo das consequências do mal.
Busque a Jesus em oração. Converse com Ele, conte-Lhe as suas lutas e tristezas. Acredite que sua oração será respondida porque “o Senhor está longe dos perversos, mas atende à oração dos justos”.

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MINHA CRÔNICA DE ANIVERSÁRIO


Há 5 anos, ao me acordar, fui lembrando que estava completando 60 anos de idade. De imediato lembrei estou na terceira idade. 
Não tomei nenhum susto, pois recebo o envelhecimento como benção de Deus.
Não importa a aparência que o espelho revela porque ela é a minha realidade.
Hoje, 5 anos depois, entrei de forma definitivamente na terceira idade que foi chegando suavemente como a noite ao entardecer. 
Adorei quando meu cabelos ficaram grisalhos e pelo visto não ficarei careca.
Neste momento o importante é assumir que sou idoso. Não sou velho e muito menos jovem. Sou idoso e daí?
Não nego que há momentos de cansaço, mas rogo diariamente a Deus que renove as minha força para que eu possa continuar sendo seguimento de Jesus enquanto viver e assim como o apostolo Paulo, me entrego como libação ao Senhor.
Os marcos sociais da terceira idade não são a razão da minha alegria, o que me alegra é a benção da longevidade, pois a terceira idade é apenas uma convenção. 
Agora com 65 anos com a mente e força renovada pelo Criador continuo nas minhas andanças pelos caminhos da vida que o Senhor, nosso Deus, coloca diante dos meus pés. 
Não me chame de senil pois tenho consciência e cosmovisão de mundo.
Não me chame de jovem porque os marcos da juventude já passaram.
Não me chame de velho porque não sou coisas; sou humano em direção a longevidade eterna.
Sou idoso. 
Obrigado Senhor porque a Tua Palavra me revela pelo salmista quanto a minha vida é valiosa: "Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos,"  (Sl 92,14).
Enquanto a sociedade moderna busca na juventude o parâmetro de vida, eu sei que o Criador me elegeu e me colocou nos Seu Plano, por isso me abençoa e me ensina a contar os meus dias.
Minha oração: Senhor entrei na Terceira Idade, que benção, pois muitos não passam nem da primeira, continue segurando a minha mão assim com fazes até hoje. Amém. Rev. Pinho Borges(18.09.2017)
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REFLEXÃO - ALEGRIA NO SENHOR

REFLEXÃO - ALEGRIA NO SENHOR
Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos. Filipenses 4:4

Essa é nossa reflexão de hoje.
Apesar da crise no país, não podemos negar que há pessoas que vivem de maneira confortável e, do ponto de vista material, entendemos que possuem tudo o que desejam.
Estas pessoas deveriam serem gratas a Deus, mas estão sempre reclamando de tudo e não demonstram nenhuma gratidão ao Criador pelas bênçãos recebidas, talvez por opção ou não percebem o comando divino nas suas vidas.
Mas também sabemos que há outras pessoas que teriam muitas razões para lamentar, mas assim não procedem porque honram a Deus com suas palavras, elas são gratas mesmo em tempo de adversidades.
O apóstolo Paulo, aconselha que a nossa vida deve ser sempre na alegria do Senhor. Escrevendo aos crentes de Coríntio, ele descreve que por “recebeu 195 açoites dos judeus; que por três vezes foi fustigado com varas, apedrejado uma vez; como naufrago, passou uma noite e um dia no mar; nas caminhadas enfrentou perigos em rios, de assaltos; rejeição dos patrícios, dos gentios e dos falsos irmãos, tanto na cidade, como no deserto; sentiu fadigas em trabalhos, em vigílias de oração, em frio e nudez” (2Co 11:24-27).
Comparando a nossa vida com a do apostolo do Paulo com certeza, por mais dificuldades que já passamos não se compara.
O apóstolo algumas vezes perdeu a liberdade, mas nunca a esperança. Destituído do conforto físico que esta vida material pudesse oferecer, não perdeu a alegria de viver em Cristo e para Cristo.
Sofrendo em prisão, escreveu para nós através dos filipenses: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Filipenses 4,4). Assim também quando a Timóteo, disse “tendo sustento e o que vestir, estejamos contentes” (1ª Timóteo 6:8).
Diariamente milhões de pessoas vão dormir com fome, milhões não têm um teto para o descanso, outros não têm o que vestir.
Se você não faz parte desta estatística agradeça as bênçãos divinas, e alegre-se sempre no Senhor, compartilhado as mesmas com os mais fragilizados. (Rev. Pinho Borges)
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Neste domingo (3), o Rev. Pinho Borges, Secretário Nacional da Terceira Idade da Igreja Presbiteriana do Brasil, ministrou a Palavra e concelebrou a Ceia do Senho, no Culto Vespertino da referida Igreja.Na ocasião, o Rev. Pinho Borges, ministrou sobre a temática : Eu missionário, com base em  no seguinte texto: "Ao cair da tarde daquele primeiro dia da semana, estando os discípulos reunidos a portas trancadas, por medo dos judeus, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: "Paz seja com vocês! ".Tendo dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se quando viram o Senhor. Novamente Jesus disse: "Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envios". E com isso, soprou sobre eles e disse: "Recebam o Espírito Santo. João 20:19-22.
Com objetivo de encorajar a igreja se faça portadora da Boa Nova de Cristo, isso é, se apode da missão, acolhendo a chamada do Senhor, deixando de lado o seu próprio EU para servir a missão.

Encorajando a Igreja a despertar o vigor e o entusiasmo para viverem a fé que renova a vida e dá esperança, respondendo ao mandado de Jesus «ide, pois, fazei discípulos de todos os povos» (Mt 28, 19).

Encorajando a Igreja a ouvir e obedecer à voz do Espírito, sem medo de se entregar ao Senhor.

Finalizou relembrando a experiencia de Paulo e Barnabé, no final da sua primeira viagem missionária, que com alegria «contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos pagãos a porta da fé» (At 14, 27).
Queridos.
Como missionário somos caminho para a restituição da fé, que levará jovens e idosos a encontrem a graça em Cristo e assim serem participes do entusiasmo e da alegria de participarem do ser seguimento do Senhor Jesus.












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