sexta-feira, 6 de maio de 2011

Especialista conta como poupar e garantir R$ 1,2 milhão na velhice

Até quando você pretende receber a sua aposentadoria? Se você já se fez esta pergunta, não pensou apenas sobre quanto tempo pretende viver, mas esta dúvida se refere à qualidade de vida financeira que você quer ter na terceira idade. E os cálculos são simples: se, aos 25 anos, uma pessoa depositar R$ 200 na previdência privada, durante 40 anos, ela terá ao fim desse período R$ 1,2 milhão na conta. Só de rendimento na poupança, considerando os juros atuais, ele estaria com R$ 75 mil para gastar todo mês. O que parece muito difícil para os brasileiros, para Augusto Sabóia, consultor de finanças pessoais, depende em 80% de disciplina e 20% de conhecimento sobre como melhor investir. Mesmo que o interessado não tenha essa educação financeira, os planos de previdência privada não são considerados investimentos de alto risco e não exigem maiores estudos dos futuros aposentados. Começou a trabalhar, comece o seu plano de aposentadoria, aconselha Sabóia. O consultor financeiro apresentou a palestra O Poderoso Vovô! Planejamento Financeiro Para a Aposentadoria, na Expo Money Salvador.
Para o consultor, as pessoas não deveriam nem imaginar em se aposentar contando com o INSS, sigla que ele traduz para a linguagem dos especialistas em finanças. INSS: Isso Nunca Será Suficiente. Você deve contar com o INSS apenas para pagar o plano de saúde, alerta. Ele também lembra sobre a humilhação, a falta de dinheiro para viver e até para pagar um remédio, a que muitos idosos brasileiros estão expostos por não terem tido cuidados com seus recursos financeiros.
Mesmo não tendo começado tão cedo, Maurício Araújo, analista de sistemas, fez seu plano de aposentadoria com 38 anos, investindo em renda fixa e ações. Meu plano era me aposentar aos 55 anos, mas sei que não vai dar, admite o analista. Araújo conta que começou a pensar mais no futuro quando a sua filha nasceu. Hoje meu plano é me aposentar com R$ 1 milhão, acrescenta o consultor.
Jovens - E a preocupação com o futuro não deve se restringir aos mais velhos. Para Sabóia, é importante que os universitários já comecem a pensar na aposentadoria. É o período de estudar muito o assunto, pois se trata de um investimento, aumentar as reservas e adquirir educação financeira, diz o consultor. É isso que está fazendo Carlos Correia, estudante de Ciências Contábeis, que já guarda 30% dos seus rendimentos para começar a investir em ações. Hoje, tenho tudo na poupança, mas estou estudando sobre bolsa de valores na internet, lendo livros e fazendo cursos para aprender a aplicar o dinheiro, ensina. Seu estudo em educação financeira já dura quase um ano e agosto é o mês estabelecido por ele para começar as aplicações. Segundo Sabóia, é essa a fórmula para o sucesso: não adiar os investimentos no futuro, para que possa levar uma vida de rei quando chegar à terceira idade.
Fator será discutido em junho -  Em reunião na manhã de ontem, na Secretaria Geral da Presidência, as centrais sindicais e o governo decidiram marcar para 2 de junho o começo dos debates sobre o fator previdenciário. O fator previdenciário reduz o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição antes de atingir 65 anos, no caso de homens, ou 60, no caso das mulheres. O tempo mínimo de contribuição para aposentadoria é de 35 anos para homens e 30 para mulheres. Neste mês, segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, será feito um levantamento sobre o tema, incluindo as propostas das centrais para substituir o fator. Falar em idade mínima é um absurdo para quem entra cedo no mercado. A proposta das centrais é pelo fim do fator previdenciário, disse Artur Henrique.
Fonte: Correio*
Extraído de: Instituto dos Auditores Fiscais do Estado da Bahia  

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