sexta-feira, 6 de setembro de 2013

OBESIDADE E EXCESSO DE PESO MATAM!

Obesidade e excesso de peso matam!
A Organização Mundial de Saúde (OMS) atesta que hoje a obesidade é o principal problema de saúde pública nos países desenvolvidos. E o número de obesos continua aumentando. Nós, meridionais, além das carências estruturais, da miséria que perdura e da assistência médica estamos na rota das mazelas que atormentam os países ricos. A obesidade vive mal acompanhada da diabetes, da hipertensão, dos problemas cardíacos e renais, nas estruturas ósseas.
A obesidade tornou-se assim uma epidemia mundial, problema de saúde pública e de difícil solução. Causadora de várias doenças, necessita de política públicas, de mudança de hábitos.
O consumo de alimentos com grande nível de calorias – gordura e açúcar – e a falta de exercícios físicos estão associados à obesidade, que não é uma preocupação tão “moderna” como se pensa.
Historicamente, lembremos que todas religiões praticam a abstinência de alimentos. Os muçulmanos o ramadã, os católicos e judeus o jejum, praticas que preconizam a “limpeza espiritual e orgânica”.
A obesidade também desperta interesse desde o final da Idade Média, sendo objeto de “reprovações morais” e de “estudos científicos” desde então, de acordo com o mais recente trabalho do historiador francês Georges Vigarello, As Metamorfoses do Gordo.
Obesidade, sedentarismo e má alimentação são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas. Matam! Mas estão entranhados na vida dos brasileiros, especialmente nos aglomerados urbanos, onde os maus hábitos alimentares e as sofríveis condições de lazer e deslocamento dos cidadãos acabam aliando-se aos poderosos negócios dos alimentos industrializados e das refeições rápidas – bombas relógio da explosão do corpo.
Mais da metade (51%) da população brasileira maior de 18 anos está acima do peso ideal, conforme a pesquisa “Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas” do Ministério da Saúde. Em 2006, esse índice era de 43%. O problema afeta homens e mulheres. O excesso de peso atinge 54% deles, e 48% delas. A pesquisa revela também que a obesidade cresceu e atinge 17% da população. Em 2006, esse índice estava em 11%.
Excesso de peso e obesidade, entretanto, afetam menos as classes mais abastadas e com maior escolaridade do que as populações de menor renda. Entre os obesos, os pacientes graves – que exigem do Sistema Único de Saúde (SUS) maior atenção, respondem por gastos anuais de quase R$ 500 milhões, segundo a “Estimativa de Custos da Obesidade para o Sistema Único de Saúde do Brasil”, do Ministério da Saúde.
O governo gastou em 2011 cerca de R$ 488 milhões nas intervenções médico hospitalares de média e alta complexidade, no tratamento e cirurgias de pessoas acima dos 20 anos que apresentam obesidade e outras 26 doenças associadas, dentre elas hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. Os gastos com mulheres obesas chegaram aos R$ 327,3 milhões, o dobro do custo referido aos homens (R$ 160,7 milhões).
Forte aliado na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, o consumo de frutas e hortaliças está sendo deixado de lado por uma boa parte dos brasileiros. Apenas 22,7% da população ingerem a quantidade diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de cinco ou mais porções ao dia. Outro indicador que preocupa é o consumo excessivo de gordura saturada: 31,5% da população não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,8%) consome leite integral regularmente. Em todos os casos, o consumo mais adequado situa-se nos grupos populacionais com maior renda e melhor escolaridade.
O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), pretende deter o crescimento da proporção de adultos brasileiros com excesso de peso ou com obesidade. O Ministério da Saúde criou também a Linha de Cuidados da Atenção Básica para excesso de peso e outros fatores de risco associados ao sobrepeso e à obesidade.
Precisamos de um esforço comum da sociedade, das instituições, das empresas, dos municípios, dos estados e da União para enfrentar o problema na origem. A palavra de ordem é educação, desde o berço. E precisaremos de muitas iniciativas para mudar o conformismo do consumo desenfreado e dos maus hábitos alimentares.
Começa sim no berço. E as comunidades familiares (incluindo a escola) têm uma grande responsabilidade na construção desse caminho mais saudável. Batatas fritas, salgadinhos, hambúrgueres e refrigerantes comprometem as vidas das crianças brasileiras venham como recompensa ou como prêmio nos finais de semana.
Meu alerta estende-se às cantinas e lanchonetes de empresas, escolas, clubes e até de dependências governamentais. Exige políticas públicas mais eficazes, alerta para a prioridade deste problema e propõe olharmos criticamente para nossos hábitos alimentares e para nosso próprio umbigo!
Arnaldo Jardim. Deputado Federal - PPS/SP/05/09/13 (transcrito)

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