terça-feira, 11 de outubro de 2022

A Velhice Pede Desculpas.


Tão velho estou como árvore no inverno, 
vulcão sufocado, pássaro sonolento.
Tão velho estou, de pálpebras baixas, 
acostumado apenas ao som das músicas,
 à forma das letras.
Fere-me a luz das lâmpadas, o grito frenético dos provisórios dias do mundo: 
Mas há um sol eterno, eterno e brando e uma voz que não me canso, muito longe, de ouvir. 
Desculpai-me esta face, que se fez resignada: 
já não é a minha, mas a do tempo, 
com seus muitos episódios.
com suas sombras, porém, suas intermináveis sombras. 
Desculpai-me não ser bem eu: 
mas um fantasma de tudo.
Recebereis em mim muitos mil anos, é certo, 
Desculpai-me viver ainda: que os destroços, mesmo os da maior glória, são na verdade só destroços, destroços.meu ip

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