segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Salmo 23


Salmo 23

Queridos.

David compõe este salmo num período difícil de sua vida, pois está fugindo do exército do rei Saul; ele estava escondido na floresta de Herete (1Sm.22:5) e recebia de Deus alimentos naturais.

Isto fez David compreendeu que mesmo nas horas difíceis Deus não abandona os seus. Lembre-se do êxodo, 40 anos debaixo da proteção de Deus.

Os judeus recitam o Salmo 23, após lavar as mãos antes das refeições. Eles associam este salmo ao alimento.

No hebraico o Salmo tem 57 palavras que correspondem ao valor numérico da palavra ZAN = ALIMENTO, e tem 227 letras que tem o valor numérico da palavra BERACHÁ = BENÇÃO, para os judeus aqueles que recitam este salmo e vivem a sua mensagem serão sempre abençoados com muitas provisões.

Na visão cristã este Salmo descreve o grande pastor que vive para as ovelhas.

Assim como David era pastor de ovelha e as vigiavas com zelo e elas o seguia. Jesus é o nosso pastor que zela por nós, por isso devemos segui-lo.

v.2 - Pastos verdejantes e águas tranqüilas - Jesus é o Pão e a Água da vida para suas ovelhas

v.3 - Refrigera-me - O pastor como Salvador, sara as ovelhas, refrigerar e cuida das feridas com o bálsamo. Nossa ferida é o pecado que Jesus sara.

v.4 - Vara e cajado - Vara para guiar e cajado para defender as ovelhas das feras.

v.5 - Urges - Urgir com óleo é separar para determinado fim. As ovelhas urgidas recebiam tratamento diferenciado porque estavam com algum tipo de problema.

v.6 - Habitarei – ‘Habitar com’ significar está junto, participar de, ter comunhão com. Habitar na casa do Senhor é ser aceito por Deus e com Ele participar de seus propósitos.

Queridos. Mesmo com essa diferenças podemos afirmar que este salmo nos leva a total dependência de Deus, sendo ele o nosso principal provedor  e assim sendo ele nunca nos faltará.


domingo, 20 de fevereiro de 2022

Deixe o repouso


Sermão, ministrado pelo Rev. Pinho Borges, no dia 13 de fevereiro, na Igreja Presbiteriana de Tejipió, no Dia da Mulher Presbiteriana.
“Levantai-vos, mulheres, que estais em repouso, e ouvi a minha voz; e vós filhas que que estais tão seguras, inclinai os ouvidos às minhas palavras.” Isaías 32.9.

sábado, 19 de fevereiro de 2022

O sábado

O sábado

É muito comum os crentes fazerem questionamentos sobre os mais variados assuntos da Bíblia, principalmente os assuntos doutrinários.

A guarda do sábado é um desse assuntos polêmicos no meio dos crentes. Hoje vamos responder a seguinte pergunta: deve o cristão guardar o sábado?

SÁBADO NO GENESIS 2,2 – “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito”.

Gasta-se muita tinta para explicar o descanso de Deus no sábado, mas o texto bíblico diz que Deus trabalhou no sábado. Vou repetir o texto. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito.

Está bem claro que ele trabalhou sete dias, e não se valoriza o trabalho de Deus e coloca sobre o dia em que Ele encerrou a sua obra toda uma discussão sem fim.

1.O descanso pode ser a satisfação pela criação realizada de acordo com os seus propósitos. Na realidade é o gozo auto manifestado. “E, viu Deus que era bom”.

2.O descanso pode ser tranquilidade porque a obra foi terminada da forma como foi planejada, e aqui pode entrar uma estrutura antropomórfica do descanso após o trabalho.

3.O descanso pela troca de responsabilidade, criado o homem agora ele recebe a função de continuador da obra de Deus.

4.O descanso pode ser a morada. 2Sm.7:2ss, lemos a preocupação de David para com Deus.  Seria Deus criando todas as coisas para reinar (morada = habitação = lugar de descanso) 2Cr.6:41.

5.O descanso pode ser meta. A terra como santuário de Deus está pronta é tanto que Deus visitava o jardim todos os dias. (Sl.96:7-11).

6.O descanso pode ser a criação. A obra de Deus quando terminada é a sua plenitude e toda a plenitude leva ao repouso. Para o homem o descanso tem o sentido de que a sua tarefa criadora (trabalho semanal) está terminada.

Para os Judeus o sábado segundo Ex.31:13-16, foi concebido como símbolo da aliança e de sua fidelidade. Para Eles o descanso é uma instituição perpetua. Também representa a ideia de que o homem não pode superar Deus em trabalho. A importância está no fato de descansar e não no nome do dia.

Para os Cristãos sabemos que Jesus não estava preocupado com a guarda do sábado (sétimo dia da semana no nosso calendário). Isto é fácil de se observar que Ele não cumpriu o ritual judaico do sábado, embora fosse judeu. Como cristãos não temos nenhuma obrigação de guardar o sábado (calendário), mas devemos guardar o sábado (plenitude), isto é, o descanso após uma jornada de trabalho semanal. O descanso tem como finalidade recuperar a força física, gasta durante seis dias de trabalho.

No Velho Testamento, lemos que a terra também tinha o seu “sábado”, seu descanso. Como cristão não podemos conceber a ideia que Deus, cruzou os braços após ter criado o homem e passou ao estado de ociosidade.

Jesus disse: “meu Pai trabalha até hoje”, mostrando que o descanso de Deus é apenas um referencial para o descanso humano e este pode ser qualquer dia da semana.

Como cristão não devemos guardar o sábado dos judeus, pois se temos que guardar um dia é domingo que para nós tem mais significado do que o descanso em qualquer dia; pois foi nele que Jesus ressuscitou nos dando a garantia da vida eterna.

Para nós cristão o domingo tem o mesmo valor do que o sábado para os judeus ou a sexta-feira para os mulçumanos, porque o que importa é a ideia do ato e não do dia em que o ato é realizado. Exemplificando para nós o importante é o nascimento de Jesus e não o dia 25 de dezembro ou ainda, o importante é Jesus ter ressuscitado e não a festa da Pascoa.

 

 

 


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Autoatendimento. Presença de um funcionário


Autoatendimento. Presença de um funcionário
REPRODUÇÃO – “O Projeto de Lei 4341/21 torna obrigatória a presença de um funcionário, além do autoatendimento, nos estabelecimentos públicos e privados que atendam a população. 
Autoatendimento, segundo o texto, é o atendimento em que o usuário do serviço realiza o serviço de maneira autônoma, sem o auxílio de terceiros. 
Autor da proposta em análise na Câmara, o deputado Nereu Crispim (PSL-RS) argumenta que o projeto protege o consumidor, principalmente os idosos, garantindo que sempre haja ao menos um atendente para auxiliar os clientes. “Clientes e usuários, idosos principalmente, encontram dificuldades como ler e entender o conteúdo das telas dos locais de autoatendimento, assim como em outras ferramentas disponíveis pelos estabelecimentos, fazendo com que necessitem da presença de um funcionário para auxiliá-los”, afirma. “Ademais, sentem-se inseguros tanto na forma de utilizarem os canais de autoatendimento quanto nos resultados efetivos de suas operações”, completa. 
Caso aprovada, a lei entrará em vigor 180 dias após sua publicação. Tramitação –  A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Reportagem – Lara Haje/Edição – Natalia Doederlein/Fonte: Agência Câmara de Notícias

Pobres e Ricos


Pobres e Ricos: 
Texto: Tg.1:9-11: O irmão, porém, de condição humilde glorie-se na sua dignidade, e o rico, na sua insignificância, porque ele passará como a flor da erva. Porque o sol se levanta com seu ardente calor, e a erva seca, e a sua flor cai, e desaparece a formosura do seu aspecto; assim também se murchará o rico em seus caminhos.

Queridos. No v.9, Tiago fala da pobreza como a maior das provações. O termo “irmão” aqui mostra a condição de humildade, aponta para os cristãos de pouca condição financeira.

Nesta época houve uma grande fome (At.11:28-29) e os cristãos, por serem cristãos, sofreram muito mais por não se misturar nos atos imorais. Pela fé pertencemos ao reino celestial, “pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo (Fp.3:20). A dignidade inclui a alegria do status espiritual e a esperança de participar do reino. É nessa combinação do status atual com a herança futura que Tiago destaca a dignidade (Tg.2:5). Dignidade é a qualidade moral; consciência do próprio valor; honra.

No v.10, Tiago trata de ricos e pobres. Que não devemos olhar para a realidade física, material, mas devemos olhar na direção dos valores espirituais interiores. O contraste entre “pobre” e “ricos” se desenvolveu no Antigo Testamento. Pobre era igual a aflito e humilde e rico era igual a opressão etc.

No Cântico de Maria, Deus exalta o pobre e julga o rico como lemos em Lc 1,52-53 - “Derruba do seu trono os poderosos e exalta os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos”.

Estes elementos da tradição encontramos em Tiago. Destacamos aqui 4 pontos:

1 - Deus tem cuidado especiais com os pobres, oprimidos e rejeitados (Sl.68:5 e Dt.10:18).

2 - O povo de Deus deve cuidar dos pobres. (Am.2:6-7).

3 - Identifica o pobre como piedoso, justo (SL.10; 37:17-18; Is.29:19).

4 - Os ricos são identificados como perversos.

Verifica-se que o próprio Jesus influenciou a Tiago nesse assunto (Tg.2-5/Lc.6:20b).  Relembra os profetas (Tg. 5,1-6). Não condena os ricos por serem ricos, mas pelo que fazem. Devemos nos lembrar que a única base de confiança tanto para pobres ou para ricos está em Jesus.

V.11 – Em Isaías 40:6-7 lemos: “Uma voz diz: Clama; e alguém pergunta: Que hei de clamar? Toda a carne é erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do Senhor”. Na verdade, o povo é erva;

Isaías 40:6,7 A palavra Passará do versículo 10, significa, uma ação repentina da natureza. Como uma flor murchando debaixo do calor do sol ARDENTE como no deserto (Os.13:15). Esta comparação com a planta é resumida no v.11. MUCHAR significa morrer. Caminhos não tem significado de vida, mas de jornada.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Post mortem. Rev. Enos Moura


Post mortem. Rev. Enos Moura

Post mortem. Rev. Enos Moura 17 De Fevereiro De 2022 Hoje, 17 de fevereiro de 2022, foi noticiado o acolhimento do Rev. Enos Moura, nos braços do Criador. 

Conheci o Rev. Enos em Recife, quando pastor da IPB Agua Fria, hoje IPB Filadélfia na zona norte da cidade; quando jovem fazia parte do nosso Presbitério Centro de Pernambuco. 

Como colega de ministério nos encontramos várias vezes nos Concílios e Eventos da Igreja Presbiteriana do Brasil, que hoje perde, no sentido humano, esse ícone da Mocidade Presbiteriana do Brasil. Lembro-me que certa ocasião que embarcando no Rio de Janeiro para Recife, aconteceu um fato inusitado ao embarcamos, ele foi direcionado para a Primeira classe da aeronave, quando falou que eu estava com ele, a comissário de bordo, também me mandou ir com ele. Os céus estavam carregado de nuvens e após a decolagem o avião entrou em uma grande turbulência, até pensávamos em coisa pior e só restavam orar e foi isso que fizemos. 

Mas hoje ele embarcou na nave celestial em direção aos céus e está nas mãos do Pai de Misericórdia. Dizemos isso calcado na fé, na confiança e na esperança em Cristo Jesus. 

Diz a Escritura que toda a carne é como a flor dos campos; desabrocha e Deus como um Grande Jardineiro, a colhe no momento certo. Apesar da dor da ausência esse não é um momento de incerteza nem de sofrimento porque o Rev. Enos, combateu um bom combate. 

Só nos resta agradecer ao Criador, pela sua vida no nosso meio e pelo trabalho desenvolvido na IPB. Rogamos a Deus que console a família e os amigos neste momento de luto.

 Obrigado Senhor. 

Porque em Ti, o dia da morte se transforma em o dia da vida eterna. Porque em Ti, o dia das nossas lágrimas se transforma em alegria. Porque só Tu tens as palavras de Vida Eterna! Senhor, fortalece a confiança da família e amigos do Rev. Enos, face à morte.


A reforma de Esdras


A reforma de Esdras

Esdras 7,6-10.

Queridos. Cinquenta e oito anos se passam em silêncio entre Esdras 6 a 7. Pouco se sabe acerca dos acontecimentos em Jerusalém a partir da consagração do templo (515 aC) até o retorno de Esdras (457 aC) no sétimo ano de Artaxerxes, na Pérsia. Os Judeus nos anos que se seguiram ao término da construção do Templo, se encontravam desestruturados.

A religião era sincrética, em oposição à lei deuteronômica. Eles misturaram o Javismo heterodoxo ao sincretismo aramaico.  Mesmo assim alimentavam o desejo de uma reforma religiosa que veio acontecer a partir de Neemias, mas foi Esdras quem reorganizou a vida espiritual do povo.

A reforma aconteceu quando:.

 A Lei do Senhor foi restaurada. (Vs. 10) -   No exílio Israel ficou desestruturado, perderam a nacionalidade e as instituições desapareceram. Com o Estado destruído o culto oficial terminou, e Israel era apenas um aglomerado de judeus de nascimento. A religião estava perdida porque, a sua salvação contava da manutenção da obediência à lei de Deus, e como o povo estava afastado da lei, a salvação da nação agora se tornara um sonho. Havia uma necessidade de busca da lei, para que acontecesse a reforma tão esperada pelos judeus. A primeira coisa que Esdras faz ao chegar a Jerusalém foi recitar a lei diante do povo, para que o povo tomasse consciência de que precisavam buscá-la, de que precisavam retornar à mesma. O povo ficou tão comovido que desatou a chorar. Só com dificuldade é que Esdras, lembrando a alegria daquele dia, conseguiu contê-los. Só que chorar não era o bastante, nem tampouco se comover, era necessário buscar a lei para que acontecesse a reforma que tanto esperavam.

Houve obediência a Lei do Senhor. (V. 10b) -  A conclusão do templo havia dado aos judeus um lugar da reunião, e ao mesmo tempo, o STATUS de uma comunidade de culto. Os líderes religiosos consideravam orgulhosamente que o Judaísmo da época era o verdadeiro remanescente de Israel o que não era verdade. Os sacerdotes ofereciam animais doentes e feridos a Deus (Ml.1:6-14). O povo trabalhava no dia do descanso (Ne. 13;15-22). Os dízimos cessaram forçando os levitas a buscarem outros meios de sustento. (Ne. 13:10). E se generalizou a ideia de que o culto não tinha nenhuma utilidade (Ml.2;17).

O povo chegou à ruína da moralidade desintegrando a família; quase não havia diferença entre os judeus e os pagãos que se casavam entre si. Esdras tinha como missão cumprir e fazer cumprir a lei do Deus de Israel. Isto não significava que Esdras pudesse forçar todo o povo de Israel a cumprir a sua lei por isso sugeriu uma aliança os judeus se separassem das esposas não judias, cumprindo assim a promessa de cumprir a lei.   

Os ensinos do Senhor foram colocados em prática. Conforme o livro de Neemias, Esdras tinha como finalidade principal ensinar a lei aos judeus para a restauração da aliança com Deus. Ele chega em Jerusalém na Festa dos Tabernáculos. E em praça pública, ler a lei desde o romper da aurora até ao meio-dia. Esdras estava disposto a ensinar a lei, mas o povo também estava disposto a ouvir a lei do Senhor. A palavra foi ensinada a homens, mulheres e crianças. Interessante que a mulher era colocada de lado na tradição judaica, mas agora estava ouvindo a lei juntamente com os homens.

Observamos que o ensino produziu adoração, arrependimento e obediência ao Senhor. Irmãos, vivemos numa época em que a palavra de Deus anda esquecida, onde a teologia bíblica tem sido desprezada, onde os teólogos da teologia humanista, têm conduzido a muitos para uma nova babilônia.

           

 

                                              


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